quinta-feira, 27 de setembro de 2012

   Bom dia amigos e amigas do coração! Tudo bem com vocês?

   Hoje resolvi fazer um post diferente, na verdade, resolvi fazer um post de agradecimento. Agradecer a todos que passam por aqui, que leêm com carinho tudo o que escrevo, os  que comentam, os que só olham e aqueles que me param na rua e falam: "Marcela é você mesmo que escreve tudo aquilo?" ou "Seu blog é lindo e emocionante!".
Quando ouço essas palavras e gestos carinhosos parece que alguma coisa lá dentro diz: Você esta no caminho certo, vai em frente e lute por aquilo que acredita.

   E o que eu acredito? Acredito no AMOR UNIVERSAL, independente de religião, cor, raça e sexo, acredito no AMOR que Deus nos deixou para vivermos como irmãos e, por acreditar no AMOR, eu acredito na ADOÇÃO. Afinal, tem outro nome para um ato tão nobre como este? Por favor, se tiver me fale, porque eu ainda não o encontrei.

   Fiz este blog com o intuito de mostrar ao mundo (sou sim, muito 'audaciosa') como a adoção não é um bicho de sete cabeças e de como uma família que não teve condições de gerar um filho biológico, pode sim, gerar um filho do coração. Digo e repito: "para ter um filho não importa o DNA genético, basta ter o DNA da alma!".

   Aqui em casa não me sinto como filha do coração, me sinto como um anjo que foi enviado por Deus para trazer mais amor, compaixão, harmonia e paz para a minha família. Sinto que tenho muito a que cumprir ainda, que o meu dever de ter sido gerada para esta família ainda não esta completo. E Deus sempre escreve certo, por linhas certas.

   Espero que muitas famílias brasileiras e estrangeiras sejam tocadas por este AMOR ADOTIVO, e que recebam em seus lares anjos que foram enviados especialmente para vocês. Afinal, Deus NUNCA da uma cruz maior que a gente possa carregar. Se você for presenteado com uma adoção, lembre-se: Deus capacitou você durante toda a sua vida e confia que você fará o melhor para o filho dEle.

O meu MUITO OBRIGADA.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

  Aproveitando o feriado do 7 de setembro fui fazer uma visita a minha irmã Eliane, afinal, estava devendo essa visita desde janeiro, quando a minha sobrinha Emily nasceu. Que por sinal, é uma boneca de tão linda *____* Sim, sou titia coruja mesmo.
Para a minha surpresa estavam lá a Val (minha outra irmã), o Erick (meu sobrinho que também é um gato e super espuleta) e a minha pequena flor de jardim Maria Izabel (minha irmãzinha caçula).

  Quando a Maria me viu, parecia que já nós conheciamos a muuuuito tempo. O mais fofo foi a minha prima perguntando: "Maria, você sabe o que ela é sua?" E ela respondeu: "Claro que sei, é a minha irmã!" Vê se não dá vontade de morder, gente! ^^

  Todos me receberam com muito carinho. A Val me deu um abraço tão apertado que pensei: "Isto sim, é um abraço de urso!" rs. O Erick, com toda sua 'espuletagem' veio me pedir bença ^^ "Bença tia?" Eu: "Deus te abençoe!" Juro, nesta hora lágrimas rolaram. E na hora de vir embora, ganhei uma flor tão LINDA da minha pequena, que ela esta guardada até agora :)))

  Mais uma página completa no livro da minha vida.


Val, Mª Izabel, Emily, Erick e Eliane


Minha florzinha ^^


       Será que somos parecidas??? rs


Emily *___*

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

  É engraçado quando as pessoas vêm me questionar seu sou adotiva.
Parece que vão perguntar se estou grávida, se fumo maconha, se sou lésbica de tanto receio que elas tem.
Não sei bem se é vergonha ou se é o medo da minha reação.

  A pergunta que sempre faço é: Por quê esta grande euforia quando perguntam para uma pessoa se ela é adotiva?

  Ainda não sei a resposta, porém criei este blog com o intuito de mostrar como a adoção é normal na minha vida e das pessoas que me cercam.
Não tenho NENHUM receio em falar sobre minha história e, particularmente, acho ela LINDA E FASCINANTE ;)
Meus pais sempre foram muito transparentes comigo, então desde os meus 3 anos de idade, conto aos quatro cantos do mundo que sou adotiva.

  Não culpo em hipótese alguma a minha mãe biólogica. Sei que ela fez o melhor dela e o melhor pra mim ^^ Tenho pais maravilhosos e uma família rica das benções do céu!
Não é querendo gabar, mas parece que nós, filhos adotivos temos um pouco mais de açúcar, né?! rs Ou então, trouxemos uma mistura secreta de Deus em nós.

  O que quero dizer com este post é que não podemos ter vergonha dessa nossa linda história de vida, que somos seres abençoados por Deus, por trazer alegria em um lar que só nos 'conhecia' por imaginação.
Temos que ser eternamente gratos a Deus por ter nos dado a dádiva de ter uma família que tanto nos ama, sem antes mesmo ter nos conhecido.

  Família não precisa ter o código genético, basta ter o DNA da alma!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

  Há muito tempo não venho escrever, né?! Isso se chama CORRERIA de trabalho e sem tempo para vida social, mas vamos ao que interessa.

  Hoje resolvi escrever sobre meu Pai.
  Sei que o Dia dos Pais já passou, mas e daí, quem disse que é necessário ter um dia para homenagear um homem que deu a vida quase toda dele por você, que passou noites em claro quando estava doente (no meu caso, foram quase 5 anos sem dormir direito, né pai?!), que sofre junto com você, que ri com a sua felicidade, que chora ao te vê experimentando o vestido de noiva (gracinha da minha vida).
  Pois é gente, isso tudo e mais um pouco é o que o Sr. José Nogueira representa na minha vida.

  Ele é meu TUDO, o meu NADA, o meu infinito PORTO SEGURO! Apesar de ser um homem de poucas palavras, é no seu olhar que vejo o amor puro e verdadeiro que só quem é Pai pode sentir. Um olhar de 'minha filha você esta no caminho certo' ou 'eu não concordo com você, mas estou aqui para te apoiar nas suas escolhas'.
Aquele Pai que quando você chega de viagem, além de um abração de urso, ele vira e fala: "Dá uma olhadinha na geladeira. Olha o que o Papai trouxe pra você!" E quando abro 'tcharaaaãn' uma caixa de bombom *______* e nela a palavra Eu te amo e como senti saudades de você!

  Aiiiiii gente, é MUITO amor para uma pessoa só! Queria eu, que o mundo fosse repleto de Pai como o meu :)




AO MELHOR PAI DO MUNDO, ESPERO UM DIA PODER SER A MELHOR FILHA QUE O SENHOR MERECE :) Que Deus te abençoe sempre!
Te amo, meu liiiiiiiiiindão

terça-feira, 31 de julho de 2012

"O que seríamos de nós sem irmãos? Não poderíamos ser os caçulas, nem os mais velhos, nem mesmo os "do meio". Não poderíamos confidenciar sobre aquela paixão. Não poderíamos brigar pelo pedaço maior do bolo. Não teríamos em quem pôr a culpa pelo vaso quebrado. Não teríamos com quem jogar bola ou brincar de boneca. Não teríamos com quem conversar durante a madrugada. O que seríamos de nós sem irmãos? Tanta coisa que não poderíamos fazer. Tanto tempo que perderíamos tentando entender. Tanto amor não poderíamos compartilhar. É por isso que devemos agradecer pela dádiva que a vida nos dá, quando um irmãozinho nos chega pedindo colo e carinho, ou quando o mais velho nos chama para viajar. Quando temos aquele ombro amigo, depois da briga com o namorado. Ou simplesmente, quando eles estão lá, nos olhando admirados."

   Como já havia dito nos posts anteriores, há cerca de mais ou menos uns dois anos conheci a minha irmã biológica, Marina. Que por concidência também foi adotada por uma família MARAVILHOSA, que a criou super bem :)

   Apesar da distância, mas graças a tecnologia conversamos direito e sempre estamos por dentro da vida da outra, afinal, irmão é isso!
Agora, com 24 anos é que pude entender o que é ter um irmão ao seu lado, pra compartilhar tudo de melhor e de pior que acontece na nossa vida. E saber que ele, apesar dos pesares sempre estará lá, esperando por você.

  Este final de semana que se passou, foi o dia de receber a visita dela aqui em casa. Como sempre meus pais fizeram aquela comilança pra gente ^^ O bom é que conheci o meu cunhado (adoro dizer isso), que por sinal é uma excelente pessoa, acredito que a Marina esteja em ótimas mãos!
Apesar da visita ter sido super rápida (8h pra mim é muito rápido, sim) podemos nos atualizar e fofocar bastante... rs Coisas de irmã, né?!

   Só queria dizer a ela, o quanto foi bom conhece-la e o quanto é bom saber que a tenho SEMPRE por 'perto'.

Te amo branquinha ;)

sábado, 21 de julho de 2012

   Antes de aprofundar dentro do contexto da adoção, criticava severamente as instituições devido a burocracia que era gerada quando um casal entrava com um pedido. Só que o tempo passou e com ele a minha percepção crítica também.
Afinal, a adoção não é uma "venda de mercadoria" e muito menos uma troca. Adoção é assunto serissímo e que tem que ser sim avaliado de todas as formas possíveis e acompanhada de vários profissionias, incluíndo uma psicóloga ;) (vendendo meu peixe... rs).


   Hoje em dia, ainda existe aquele preconceito em adotar uma criança negra ou mestiça. Pesquisas datam, que cerca de 98% dos pais que são de cor branca, preferem filhos da mesma cor.
Oi? Vocês querem um filho ou uma mercadoria?
O gorverno do Rio de Janeiro estipulou que não poderiam mais escolher a cor, a idade e nem o sexo da criança. Muito bem colocado juíz, APOIO. Afinal, estes casais deveriam estar atrás de um filho e não de uma marionete.


   Quando eu disse no primeiro parágrafo que é importante que a família adotiva seja avaliada, é para não acontecer caso igual do Miguel.
"Vizinhos de bairro e namorados desde a adolescência, o bancário Olavo Costa Lima, de 38 anos, e a professora Maria Teresa Palomini, de 39, casaram cedo e logo quiseram ter filhos. Não demoraram a perceber que havia alguma coisa errada. Foram ao médico. Os dois tinham problemas de fertilidade. O de Olavo era irreversível. Havia a possibilidade de um longo tratamento para tentar a inseminação artificial, mas acharam que seria caro e desgastante emocionalmente, pois só 30% dos casos são bem-sucedidos. Em janeiro do ano passado, procuraram um abrigo. Queriam adotar uma criança de 2 ou 3 anos. No primeiro, no Rio de Janeiro, deram de cara com a história de Miguel, de 11 anos. Adotado dois meses antes, ele estava sendo devolvido. O motivo: não gostava de tomar banho. 'Ficamos horrorizados. Mesmo antes de ver o menino, mudamos nossos planos e nos candidatamos a tê-lo como nosso filho', completa Maria Teresa. No fim de semana seguinte, o casal conheceu Miguel. Muito calado, traumatizado com o episódio, foi taxativo com o casal: 'Se gostar de vocês, eu vou'. Foi. Mora com os novos pais há três meses.
Quando os pais chamavam a sua atenção, Miguel perguntava: 'Vocês irão me devolver?' Maria Teresa e Olavo respondiam: 'Claro que não! Você é nosso filho agora!"


   Estes sim são pais verdadeiros, os outros que devolveram me desculpe, vocês não querem um filho e sim um ser 'perfeito' para a sociedade.

sábado, 14 de julho de 2012

    Adoção é, sem dúvida, um gesto de amor.


   Quem gera filhos é genitor. Para atingirmos a condição de pais, precisamos mais do que gerar; é imprescindível estabelecer uma relação afetiva. Assim, todos os filhos precisam, sem exceção, ser adotados afetivamente. O grande desafio que temos diante de nós é transformar o puramente biológico em marcadamente afetivo. O filho adotivo não é uma prótese que venha substituir uma deformidade. Sem dúvida, procriar é uma condição dada pela natureza; criar é uma responsabilidade no âmbito da ética entre os homens. Procriar é um momento; criar é um processo. Procriar é fisiológico; criar é afetivo.

   Um filho traz a sensação de valorização, a oportunidade de produzir coisas boas, de poder trocar afeto. Assim, o tempo que levaram desde o início da idéia de adoção até o seu florescimento (buscar a criança), corresponde a uma verdadeira gestação.
  

  
   O Puerpério, período que dura mais ou menos 45 dias e corresponde ao pós-parto, é acometido de múltiplas emoções na qual a adaptação da criança aos pais se dá. Ao levar a criança para casa, os pais começam a praticar os cuidados com a criança, ou seja, alimentação, fraldas, troca de roupas, banho, etc. Durante esses cuidados diários a criança começa a adquirir o sentimento de pertencer àquela família, assim como os pais sentem que pertencem à ele. Todo esse manejo dá aos pais a sensação concreta que "criam" o filho, que ele é seu dependente e que precisa ser cuidado em tempo integral.

   O momento de buscar a criança para trazê-la para casa equivale emocionalmente ao Parto: a expectativa de como será este encontro, como a criança é, como reagirá, desperta muita ansiedade. Nesta ocasião, que será de grande emoção, os pais poderão ter reações as mais diversas e confusas, tais como medo, insegurança, alegria, esses sentimentos também permeiam o universo dos pais biológicos quando têm seus filhos.

  N
esse período, mais ainda quando o adotado é o primeiro filho do casal, os pais costumam sentir a responsabilidade de ter essa criança com eles, pode gerar dúvidas quanto ao erro ou acerto de tê-la adotado; pensam se vão sair-se bem nesta função, se são suficientemente bons, se estão preparados. Mas é também um período em que a vinculação entre pais e criança se estreita, onde o medo do abandono existe nos dois lados. Então, o menor gesto da criança de buscar auxilio dos pais representa a aceitação, daí todas as dúvidas são dissipadas porque aquela criança os reconhece como pais e os cativa.


   "Adotar é acreditar que a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino."